abril 03, 2013

Páscoa 2013 - nº. 68

AS ONDAS DO MAR

 Surpresas de Deus


Esta quaresma do Ano da Fé vivemo-la de surpresa em surpresa: primeiro com a renúncia do Papa Bento XVI e depois com a eleição do Papa Francisco. E se este último tem vindo a deixar adivinhar uma agradável primavera de renovação na cúria romana, não iremos esquecer facilmente o poderoso legado teológico do primeiro. A Caridade e a Esperança foram temas de duas encíclicas suas. Consta que teria ainda começado a preparar uma outra, sobre a Fé, provavelmente com a intenção de a publicar neste ano. Mas a degradação da saúde convenceu-o a resignar, “depois de ter examinado repetidamente a consciência, diante de Deus, (tendo chegado) à certeza de que as forças, devido à idade avançada, já não (eram) idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino” [Declaração aos cardeais a 11 de Fevereiro].

A mensagem para a quaresma do ano da Fé 2012-2013 é, assim, como que o seu “testamento pastoral”. Retomando a catequese acerca da caridade, tema da primeira encíclica, de algum modo remata o círculo do seu magistério como o começara, com o núcleo central da mensagem de Jesus: a Caridade. Relaciona-a agora com as outras virtudes teologais, sobretudo com o tema do ano, a Fé, mas também com a Esperança. “A fé convida-nos a olhar o futuro com a virtude da esperança, na expectativa confiante de que a vitória do amor de Cristo chegue à sua plenitude”. E, um pouco mais abaixo: “Infundindo em nós a caridade, o Espírito Santo torna-nos participantes da dedicação própria de Jesus: filial em relação a Deus e fraterna em relação a cada ser humano (cf. Rm 5, 5)”.

Se a caridade possui a primazia (como nos diz S. Paulo na primeira carta aos Coríntios), a prioridade pertence à fé. “A relação entre estas duas virtudes é análoga à que existe entre dois sacramentos fundamentais da Igreja: o Baptismo e a Eucaristia. O Baptismo (sacramentum fidei) precede a Eucaristia (sacramentum caritatis), mas está orientado para ela, que constitui a plenitude do caminho cristão. De maneira análoga, a fé precede a caridade, mas só se revela genuína se for coroada por ela”.
Agradeçamos a Deus a riqueza de sabedoria cristã e o exemplo de humildade que nos deu (dá) o Papa emérito Bento XVI.                             
P. Manuel Vaz Pato, sj
                                                                        Alegra-te, o Senhor 
Ressuscitou...está vivo!

Pintura de Giotto

Habemus Papam Emeritum

Era Sábado, estava, como todos os Sábados, na missa semanal - aquela que nos envia renovados e com uma missão para a semana que começa quando caio realmente na realidade: a Igreja está sem Papa.
Durante a Eucaristia  o sacerdote, quase de um modo automático, pediu pelo Papa Bento XVI… e logo de seguida, antes de pedir pelo nosso Bispo, fez um momento de silêncio – é que, de facto, a Igreja está sem Papa, que choque!…
Que estranho ficarmos em choque e só cairmos na realidade agora, não é?

É que pelos meios de Comunicação Social
se seguiu, à Audiência Geral, à chegada a Castel Gandolfo e à última e aliviada saudação do Santo Padre. Mas então onde falhámos? Nós não a vivemos realmente, não saboreámos cada palavra deste grande Homem na decisão que agitou o mundo inteiro.
Pois é… É que muitas vezes nós vivemos e nem sentimos realmente o que estamos a viver; estes últimos momentos que nós, como Igreja, vivemos foram tão importantes e tão fortes, mas vividos com tanto barulho!
“Papa Bento XVI resignou”. Que notícia esta que abalou o Mundo! Que Homem fantástico este, que resigna ao poder dando um precioso exemplo para os governantes, os responsáveis por países, os políticos de todo o Mundo, para os nossos em particular… O futuro é incerto, como tal deve ser discernido, pensado, rezado,… Saber lidar com o poder é também ter esta humildade de assumir que somos capazes de nos despojarmos dele.
Palavras sábias, as do Santo Padre: “Estive muito com Ele, rezei muito esta decisão, e de consciência não me sinto capaz para continuar a guiar a Igreja.” É tão importante ter esta humildade…
Que Homem sábio que a Igreja ganhou! Um Homem que resigna por querer tanto bem à Igreja, que tem receio de já não ser capaz de corresponder.
Estamos no Ano da Fé! Ano lançado pelo Papa por desejar reforçar a fé em Deus, pois vivemos num contexto que parece colocá-la cada vez mais de lado. Que acto de fé o deste homem, que em pleno Ano da Fé, resigna ao lugar máximo da Igreja, com a certeza de que “Deus guia a sua Igreja; sempre a sustenta, mesmo e sobretudo nos momentos difíceis. No nosso coração, habite sempre a certeza de que o Senhor está ao nosso lado, não nos abandona, está perto de nós e nos envolve com o seu amor.” (in Audiência Geral, Papa Bento XVI)

Que riqueza que este Papa é para a Igreja!
Ao terminar este dia, fecho os olhos e deixo que o silêncio me envolva e com ele, a presença do Senhor.
Agora, consigo ter também a mesma certeza deste Homem de Fé: “Não abandono a cruz, estou de uma forma renovada junto do Senhor crucificado.”
Obrigada Bento XVI.
                                       Francisca Castelo-Branco


  Como posso encontrar Jesus Ressuscitado, hoje?

pintura de Arcabás
Não podemos ficar só numa teoria, ou só no que ouvimos dizer, temos que passar a uma experiência e relação pessoal, com Jesus Ressuscitado! É necessário deixar  que Ele interpele a história do mundo, a minha história concreta... É urgente ultrapassar a monotonia do que já se sabe e repete maquinalmente: a Ressurreição de Cristo é uma realidade palpitante de Vida e na tua vida pessoal.
S. João Evangelista diz ser testemunha directa dos acontecimentos: «fui, vi e atesto»... «Foi este Jesus que Deus ressuscitou, e disto nós somos testemunhas»  (Act 2, 32). A Ressurreição é uma “notícia fresca” alegre, que me acaba de chegar num gesto amigo, num sorriso de criança ou de um idoso, numa «consolação sem causa precedente» (Santo Inácio de Loyola: EE 330).
Existem vários modos e lugares, onde posso descobrir O Ressuscitado, hoje. Mas vou falar de “dois em particular”. São eles a Eucaristia e os nossos Irmãos e Irmãs.

1. A Eucaristia é possível porque Cristo Ressuscitou e está Vivo. A Eucaristia não é uma recordação saudosa do que se passou há mais de 2000 anos, em Jerusalém (Morte e Ressurreição de Cristo). É «memorial», vivência, actualização desse mistério...
“ Os sinais do Pão e do Vinho exigem uma visão para além do que se vê com os olhos, como aconteceu com as aparições do Senhor Ressuscitado a Madalena, aos discípulos de Emaús, aos Apóstolos. Embora sendo aparições em relação directa com Cristo que nasceu, viveu, sofreu e morreu, ultrapassaram as experiências dos sentidos para serem experiência de fé... Viram o invisível…”
A felicidade de acreditar para além da visão: «Felizes os que crêem sem terem visto» (Jo 20, 29). Felizes os que não fazem da fé um jogo de razões lógicas e matemáticas, de especulações exageradas, mas que sabem dar o salto da fé para além do que é laboratorialmente verificável, do que se pode provar pelas leis da física…, «Viu e acreditou» (Jo 20, 8). S. João, não tendo visto, acreditou...
A Eucaristia é o momento privilegiado da aparição do Ressuscitado, segundo o relato eucarístico da aparição aos discípulos de Emaús: «Quando se pôs à mesa, tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o partir, entregou-lho. Então os seus olhos abriram-se e reconheceram-no» (Jo 24,30-31)... A Eucaristia é também uma presença tão densa e forte de Cristo Ressuscitado que ultrapassa a nossa capacidade de ver... É uma visão mais íntima, mais profunda, mais além!...

2. Cristo Ressuscitado, também me aparece nos Irmãos e Irmãs, porque está presente nas pessoas, de um modo vivo e não como simples recordação...
Em certa medida podemos dizer que cada pessoa é uma aparição de Cristo Ressuscitado. «Em verdade vos digo: sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes» (Mt 25,40), são palavras de Cristo sobre o juízo final. Todos os dias posso encontrar Cristo Ressuscitado, que me aparece, disfarçado de pobre ou doente, de pessoa de família ou colega de trabalho, de amigo ou de vizinho, através de pessoas que posso tocar, escutar, abraçar e servir...
A dificuldade de reconhecer a presença misteriosa de Cristo nas aparições que tiveram Maria Madalena, os discípulos de Emaús… é bastante parecida à dificuldade que cada pessoa pode ter para reconhecer a presença viva de Cristo nos seus irmãos, hoje…
Não devo ficar paralisado em frente ao sepulcro vazio, mas sim meditar na presença actuante e dinâmica de Cristo, hoje, na minha vida e no nosso mundo, e não na ausência do corpo... Não posso «procurar entre os mortos Aquele que está vivo» (Lc 24,5)… Ele, no dia-a-dia, vai-me “aparecendo”. Basta-me estar atento à sua presença discreta.
 “Se te fosse dada a possibilidade de escolher, qual das três alternativas é que preferirias: * Uma aparição de Cristo Ressuscitado, como a Maria Madalena? * Substituir a Tomé no tocar o corpo glorioso de Jesus, no lugar da ferida do lado e dos cravos? * Ir a uma Eucaristia hoje e alimentares-te de Jesus?”

Cada dia, quando desperto, deveria pedir a graça de entrar em sintonia jubilosa com o mistério da Ressurreição: Pedir a graça de fazer o “bem maior”, de ser consolador, ao jeito de Cristo Ressuscitado: («considerar o ofício de consolador que Cristo Nosso Senhor exerce, comparando como os amigos se costumam consolar uns aos outros» (Santo Inácio de Loyola: EE 224...).

Aleluia! Aleluia! Alegremo-nos e rejubilemos porque Ele está Vivo, no meio de nós!

Uma Feliz Páscoa plena dos dons de Jesus Ressuscitado!

P. Hermínio Vitorino, sj
(baseado e adaptado de uns EE, orientados pelo P. Manuel Morujão, sj)

Iluminação 

a arte de Rupnik

O pão, abençoado e partido,
Os olhos, abrem-se!

O seu corpo banhado de luz
Deslumbra a vista.
A sua presença enche a sala,
Aquece o coração.
Agora, a Palavra torna-se clara.
Entendem!

Como podeis vós
Contar esta história
Aos irmãos e irmãs
Que deixastes em Jerusalém?
Como o podereis vós descrever?

Um peregrino no vosso caminho,
Quando, amedrontados e desiludidos,
Voltastes para a vida desalentada
Que tínheis deixado,
Para seguir Aquele
Que seria
A realização de todos
Os vossos sonhos.

Uma ilusão,
Um engano.
Ele foi preso,
Torturado,
Morto numa cruz.
Derrota!

Peregrino
No vosso caminho,
Ele revela
O sentido do que
Aconteceu...
Homens insensatos!
Não estava previsto
Que Cristo devia sofrer
Para entrar na sua glória?

Corações em fogo,
Ateiam uma
Nova esperança:
Fica connosco!
De novo à mesa,
Ele parte o pão:
Tomai e comei.

Agora já vêem!
Mas Ele partiu.
Como
É que o podem
Descrever?

Luz!
Deus que é Luz
E na sua luz
Veremos a Luz. 

Rina Risitano


No passado dia 23 de Março, realizou-se na cidade do Fundão o Dia Diocesano da Juventude, com o intuito de promover momentos de oração com todos os jovens da Diocese da Guarda. Este encontro proporcionou um enorme e alegre convívio e reflexão.
Estavam presentes cerca de 450 jovens, vindos dos 4 cantos da nossa Diocese. Este Dia foi organizado pelo Departamento da Pastoral Juvenil da Diocese da Guarda (DPJG). Da nossa paróquia estiveram presentes uma dúzia de jovens, que voltaram a casa muito contentes e mais enriquecidos.
Tudo o que não cresce, enfraquece e arrisca-se a desaparecer! Se não dermos continuidade à formação que cativámos, deformamo-nos inevitavelmente. Quem não continua a investir na fé e no amor, corre o risco de perder ambas as coisas, e de se perder a si mesmo também!
  A educação da fé estimula-se com uma alegria interior. Durante todo o dia foram realizadas atividades que proporcionaram desencadear essa mesma energia, desde cedo, pela celebração da Eucaristia, presidida pelo nosso Bispo D. Manuel. A Via-Sacra facultou representações pelas ruas da cidade do Fundão, bem como momentos de oração conjuntos.
São oportunidades destas, inscritas no nosso quotidiano, que contribuem para formação de jovens que querem dar continuidade à fé que um dia acolheram de braços abertos.

Aceitámos o desafio:
"Ide e fazei discípulos de todos os povos".
Maria Bernardo

Viver, comunicar e partilhar...



“Pai, também quero ir à Missa.”

Nos passados dias 23 e 24 de Fevereiro, a convite dos nossos párocos,  realizou-se, na Paróquia de São Pedro, uma formação para os mais pequeninos da Catequese. (2º e 3º anos).
O tema, para além da sua pertinência e relevância para as  crianças, é oportuno, porquanto se verifica que, cada vez menos se interessam pela maior Oração e Acção de Graças da Igreja – A Santa Missa, ou Eucaristia, como lhes vamos ensinando na catequese.

O objectivo era proporcionarem as respectivas vivências e trabalharem com as crianças e catequistas desta Paróquia. Deslocaram-se de Braga três casais, um deles com três filhos, outro com quatro e o terceiro à espera do Rafael.
As expectativas eram as maiores, pois estes animadores de elevado espírito cristão são pessoas experimentadas, criativas, e acima de tudo acreditam no que se propõem fazer.
Para a concretização desta iniciativa, foi necessário providenciar alojamento, refeições e toda a logística que estes encontros requerem, dificuldades facilmente ultrapassadas com o empenho das crianças, dos sacerdotes e das catequistas.

A acção de formação iniciou-se de manhã com uma “sessão de equilibrismo”, em que os participantes se apresentavam à medida que iam sendo convidados, tendo por finalidade o seu reconhecimento como pecadores. Tudo foi simples e espontâneo, e a cada falta pronunciada  pelas crianças ou catequistas, tinha-se direito a uma enfarruscadela. Seguiu-se um período de reflexão, na Capela de Stº Inácio, que nos consciencializou de que somente a adesão a Deus nos pode aperfeiçoar, enquanto se dizia às crianças: “É Jesus que limpa”, perdoa os pecados. Após este exame de consciência, sentimo-nos mais puros e felizes, e preparados para a primeira refeição partilhada.

Já se respirava fraternidade e empatia. Parecia que todos nos conhecíamos de longa data e, com entusiasmo, partimos para o jogo “Descobrir o Tesouro”: o grande tesouro, A Bíblia, e a consciencialização de como é importante a intervenção do sacerdote na “descodificação” das leituras durante a Missa. Na expressão plástica  que se seguiu, as crianças desenharam, num grande painel, o que ouviram e entenderam desta temática, e que iria servir de cenário na Eucaristia. De uma forma lúdica, todos vivemos a liturgia da palavra, a primeira parte da Missa.
Entretanto, chegou a hora de pular, partilhar o almoço e os jogos da escola.
De seguida, na sala de Stº Inácio, e sobre as almofadas que serviam de assentos, os animadores propuseram às crianças e aos catequistas a vivência da liturgia eucarística. 
Recuámos então 2000 anos, reconstituímos e participámos na Última Ceia, lembrando Jesus a comer com os seus Amigos e a forma que Ele encontrou para ficar sempre connosco.
No ambiente tranquilo e acolhedor da Capela de Stº Inácio, deu-se início à Eucaristia, momento em que as crianças lembraram tudo o que o dia lhes oferecera e tinham interiorizado.

A Celebração terminou com o envio, simbolizado por uma simples pulseira, onde se podia ler “… em memória de Mim”,  memória do Mistério da morte e ressurreição de Jesus, o nosso Maior Amigo, e a oferta de uma cruz, sinal de salvação e distintivo do verdadeiro cristão.

Apesar de um certo cansaço visível, todos os que se empenharam na consecução da actividade tinham um sorriso estampado no rosto que traduzia a felicidade de se ter cumprido uma missão, só possível com a presença do Espírito Santo.
Gostaríamos aqui de expressar o nosso agradecimento aos casais dinamizadores deste envolvimento cristão, testemunhando-lhes o nosso “Bem Hajam”, pois conseguiram “tornar-se pequeninos” para se fazerem entender, deixando antever que a sua forma de estar na vida é uma cumplicidade com a vida do próximo.                                                                           
Maria Manuel Cruz

CELEBRAÇÃO DE RAMOS

O calor humano fez-se presença para acolher Jesus na Sua entrada triunfal. Apesar da chuva que se fez sentir, as crianças da catequese, com ramos e fitas na mão acenaram à passagem do sacerdote, ao soar o cântico de hossana. A eucaristia ficou enriquecida com a participação das crianças, jovens e pais. Todos viveram cada momento em escuta e oração. Crianças e jovens encenaram o evangelho da Última Ceia, e o coro com suas vozes angelicais levou-nos mais perto de Deus.
A celebração de Ramos acabou mais enriquecida com a encenação da Paixão Morte e Ressurreição de Jesus interpretada pelo grupo de jovens e encenada pela catequista Maria José Soares. O rosto dos que assistiam era de admiração, compaixão e plena participação na “cena”.
Os “anjos” conduziam-nos ao Monte das Oliveiras, acompanhavam os momentos de sofrimento de Jesus, na tentativa de O “livrar”, mas Ele não podia ser liberto porque assumiu a nossa condição humana, e quis levar até ao fim a missão que tinha recebido do Pai!
Todo o caminho de Jesus até à cruz, é feito de encontros e desencontros. É na cruz que Jesus mostra o máximo do seu Amor.
… A morte não O venceu... Ele está vivo!... e a certeza da Ressurreição é um compromisso com a vida, num processo continuo de amor.
Zilda Sousa


Jornada Arciprestal da Fé na Covilhã

Está programada a Jornada no Ano da Fé, no Arciprestado da Covilhã (o nosso), para os dias 25 e 26 de Maio.
No dia 22 de Maio  (quarta-feira), o Senhor Bispo pretende encontrar-se com os cooperadores da Paróquia de S. Pedro, nas instalações da Igreja de Santiago, às 21h. No dia 24 de Maio (sexta-feira) haverá Adoração ao Santíssimo Sacramento, em todas as paróquias do Arciprestado, às 21h.
No dia 25 (Sábado)  haverá um retiro aberto, das 10 às 17h, no Paul, para todos os adolescentes participantes, das diversas Paróquias do Arciprestado. Ainda no mesmo dia 25 de Maio, à noite, e para todo o povo em geral, haverá uma Vigília especialmente participada pelos jovens e famílias.
Já no dia 26 de Maio (Domingo), um Tempo de Testemunhos, à tarde, pelas 15 horas, possivelmente no Pavilhão da Anil, onde se encontrarão as largas centenas de pessoas, vindas de todas as terras do nosso Arciprestado, seguindo-se depois a Eucaristia presidida pelo Sr. Bispo da Guarda, D. Manuel da Rocha Felício, e concelebrada por todos os sacerdotes do Arciprestado. Nessa mesma celebração ocorrerá, também o Sacramento do Crisma.
No Domingo, 26 de Maio, não haverá Eucaristias nas paróquias de todo o Arciprestado, celebrando-se apenas a Eucaristia acima referida, esperando que seja participada por um elevado número de fiéis, e que encerrará a nossa Jornada da Fé, no Arciprestado da Covilhã. Reserve já na sua agenda estes dias e junte-se a nós, para celebrarmos a nossa fé, na Comunidade Arciprestal.





dezembro 17, 2012

Dezembro 2012 - nº. 67

                  AS ONDAS DO MAR

De novo o Natal!

 O começo do Ano Litúrgico, no Advento, convida-nos a aprofundar o sentido da liturgia. Em primeira aproximação, é de considerar como a liturgia se ajusta, no seu próprio ciclo anual, à nossa experiência dos ritmos da natureza, na sucessão circular das estações, das variações atmosféricas e do próprio aspecto da paisagem.
Mas não se trata de um movimento de constante retorno, como nos faria pensar o livro de Qohélet (ou Eclesiastes), no seu prólogo. Pelo contrário, a liturgia, ao celebrar Jesus Cristo como centro da história, aponta claramente para a diferenciação das grandes épocas no percurso da aventura humana. Na liturgia, celebra-se um passado que, pela própria celebração se torna presente e, assim, produz sentido para o futuro de cada um e do colectivo. No presente, o Espírito Santo ilumina-nos na interpretação do passado e na abertura ao futuro.
Além disso, a repetição anual das cerimónias não é simples regresso ao “de sempre”. Predispõem-nos a aprofundar, cada vez mais, o Mistério ou Sacramento. São os gestos e as palavras que o tornam actual, ou seja, que o tornam eficaz para a situação e estado de alma de cada um dos participantes. Eficaz, sim, mas sempre algo envolto no desconhecido, porque, sendo Jesus Cristo o verdadeiro “autor” e “actor” da liturgia, a sua acção ultrapassa sempre, infinitamente, a nossa capacidade de compreensão. Portanto, só uma visão muito exterior e superficial nos poderia levar a dizer: “Lá estamos nós outra vez no Natal, é sempre a mesma coisa!”.

A quadra do Natal traz-nos, em primeiro lugar, o Advento, que devemos viver com idêntica expectativa à do povo hebreu a aguardar a vinda do Messias. É tempo de Esperança, que não é a espera passiva de quem aguarda o autocarro. A Esperança cristã só pode alicerçar-se na Fé verdadeira, a qual, se o é, há-de reflectir-se na prática da Caridade. Esta situa-se no coração da mensagem que o Menino nos veio ensinar por meio da pregação, mas sobretudo através da sua vida. 

Um Santo Advento / Natal.
                                                                  
P. Manuel Vaz Pato, sj

                                        A VIDA É UMA CONTÍNUA ESPERA
                                               COMO ESPERO JESUS?

A nossa vida é uma contínua espera, uma autêntica espera! Por isso também deveria ser uma vida de esperança. Desde que somos concebidos no seio materno, começamos a esperar, esperamos ver a luz do dia; esperamos, em cada dia, a alvorada, a luz do sol!

Em cada amanhecer esperamos ter um dia bom, ter saúde, ter paz, ter o suficiente para viver; esperamos que corra bem uma operação ou uma viagem; os pais esperam os filhos e estes esperam os pais, a criança tem os olhos postos na mãe ou na avó esperando por ela, o namorado pela namorada e vice-versa… Esperamos uns pelos outros, por Deus…

E como espero Jesus, em cada dia? Como espero encontrá-Lo nas pessoas, nas coisas comuns da vida? E neste Advento, como O espero? Com que atitudes, com que sentimentos e gestos? Neste Ano da fé, busco-O, procuro-O com confiança, com ânimo? E como espero pelos outros? Com paciência, com alegria?
Esperamos que haja mais justiça, mais verdade, mais igualdade no nosso país e no mundo… Enfim o nosso dia, está cheio de esperas contínuas, que se repetem quotidianamente ou não… Afinal a nossa vida está repleta de expectativas, de esperas, mas a melhor e maior espera é a do SENHOR, ATÉ QUE ELE VENHA! VEM SENHOR JESUS! “Caminhamos carregados de esperas”. E podemos dizer: Senhor, Tu vens até nós, vens ao nosso encontro em cada dia! És, para nós, o Filho do Altíssimo! E digamos também, no meio das correrias da vida, eis-me à tua espera, Senhor!

Termino, este meu escrito com a transcrição de um poema / oração muita bonita que encontrei, da autoria do P. Tolentino Mendonça, do livro Um Deus que Dança, e que nos diz que o Senhor espera e como espera por nós.

“É bom saber que esperas por todos!
Senhor, ninguém vive tão à espera como Tu!
Na tua bondade esperas por todos:
pelos que estão longe e pelos que estão perto.
Pelos que se lembram e pelos que têm o coração submerso
no esquecimento mais fundo.
Pelos que todos os dias te rezam: ‘Vem Senhor’
e por aqueles cuja oração é uma ferida silenciosa,
um tormento ou uma revolta.
É bom saber que esperas por todos.
E que na imensidão compassiva da Tua espera,
cada um pode reaprender o sentido verdadeiro da esperança”.

P. Hermínio Vitorino, sj



A FÉ VIVE DE AFECTO
Palestra do Padre José Frazão, sj

Como estamos a viver o Ano da Fé, na noite de sexta-feira, 23 de Novembro, fomos levados, pela graça de Deus e pelo olhar de Maria, a participar num encontro de reflexão com o Padre José Frazão sobre o tema “A Fé Vive de Afecto”. O Padre Frazão começou por abordar a fé por meio das passagens do Evangelho referentes aos discípulos de Emaús, à pecadora à beira do apedrejamento e, também, ao encontro inesperado com Zaqueu, destacando-se a mudança das suas vidas, após terem sido tocados por Jesus. No que se aplica a nós, não importa o momento nem a hora nem as condições, o importante é que busquemos um encontro pessoal com Jesus, para que tenhamos as nossas vidas transformadas. Para isso precisamos vigiar, orar e jejuar.
No sábado 24, pela manhã, tivemos reflexões sobre a oração do Credo, cuja recitação é uma declaração de amor. Deus declara-se ao homem. O Credo é viver na confiança de que Ele está connosco. A fé é uma questão de vida que implica vários aspectos entre os quais a criatividade, a acção, o comportamento. O Senhor é a rocha da nossa vida.
A quem destinamos o melhor de nós? O que fazemos com o nosso afecto? Estas foram algumas das interpelações que o Padre José Frazão lançou nas nossas vidas
O encontro foi uma oportunidade de reavivar e fortalecer a nossa fé e de nos orientar nos caminhos para o encontro com Deus e para sermos testemunhas do Seu amor através das reflexões, das orações e do acolhimento. O Padre José Frazão, com a sua simplicidade, com uma apresentação suave, clara e profunda, transmitiu-nos tudo aquilo que o Senhor deseja de nós. O encontro foi encerrado, no final da manhã, com a celebração da Eucaristia.


Como é bom termos partilhado a palavra de Deus e tido a união com os irmãos de fé de várias paróquias!
 O almoço convívio foi um agradável tempo de confraternização e de troca de ideias com outros participantes. Participemos nas próximas oportunidades.

Desejamos a todos a continuação de um Santo Advento!
Maria Cecília e Ivan Camelier 


Dia 8 de Dezembro
 Nossa da Senhora da Conceição
Hoje é dia de Alegria,
Até o céu tem mais luz,
Senhora da Conceição!
Dos homens tu és a guia
E o Teu Filho é Jesus,
Foste Mãe do Rei Supremo.
Criador Universal,
Te pôs num trono de glória
Rainha de Portugal.
Mais formosa do que a lua,
Entre as flores, e o girassol,
Enfim, excedeis Senhora,
Na candura o mesmo Sol.
Sois de Deus Mãe escolhida
Mais pura que a açucena:
Dai-nos nesta vida a graça,
Livrai-nos da eterna pena.
                           Conceição Torrão

A fé vive de afecto

Nos passados dias 23 e 24 de Novembro do corrente ano, foi com muita alegria e calor no coração, até parecia que “nos ardia cá dentro o coração”, que recebemos na nossa paróquia o amigo Padre José Frazão. Juntámo-nos na Sala de Santo Inácio de Loiola, para ouvir as suas sábias palavras, bem como refletir na sua companhia.
"A fé vive de afeto” . Este foi o tema à volta do qual se desenvolveram duas grandes palestras acerca desta força vital comum a todos nós. Desta forte adesão a Deus, capaz de mover montanhas e de nos fazer ultrapassar os mais difíceis obstáculos da nossa vida.
Foi com grande atenção e dedicação que todos os presentes em ambas as palestras ouviram, pensaram e repensaram acerca do lugar que Deus ocupa na nossa vida e de como Ele nos chama e nos cativa através da fé. E nós, como crentes, reconhecemos que recebemos da parte Dele um dom que nos há-de orientar em toda a nossa vida.
A esperança e os ensinamentos que o Padre José nos transmitiu não serão muito brevemente esquecidos, pois permanecerão gravados nos nossos corações, e esperamos ser outras vezes mais honrados com as suas cultas palavras e a sua experiência de vida.
Obrigado.                                                                                
Cláudia Farias e Margarida Nunes

Viver, comunicar e partilhar...


Exposição-venda de Natal

No dia 1 de Dezembro, iniciou-se a habitual exposição-venda dos trabalhos feitos ao longo do ano pelo grupo “lavores”. 

Esta partilha de saberes e afectos, que reverte em favor da Comunidade Paroquial, conta com a generosidade e empenho de muitos,  e com a presença  de quem tem vindo a  apreciar e a colher algo que se traduz em fazer o bem, bem feito(P. Amadeu Pinto sj)

A Comunidade deixa um Bem-haja a quem, com tanta generosidade, empenho e esforço, possibilitou que esta exposição se realizasse.

Catequese em tempo de Advento

Saboreai a alegria da espera… O Senhor vem!
Este convite a viver o Advento na alegria, é para todos! E enquanto as luzes do Natal enchem as ruas, e quase não nos deixam ver as estrelas, nós, queremos deixar-nos guiar por sinais mais simples, pois acreditamos que são eles que nos levam a Jesus. Eis-nos à espera… procurando viver a fé e a solidariedade, convidados a abrir os nossos corações aos outros e a estar atentos a tudo o que nos rodeia.
Há muitas coisas que podemos fazer para acolher o Messias. E nós, queremos de facto acolhê-Lo!
Contemplemos a Família de Nazaré… É aí que começa o presépio. Maria e José eram atentos um ao outro e à voz de Deus e neles a História do Natal acontece de verdade.



No próximo sábado, dia 15, haverá Confissões para todos os grupos de Catequese, com inicio às 15:00.

Ás 18:00 teremos a Eucaristia festiva com encenação da Encarnação.                                                                              

Alice Matos