março 21, 2009

Março 2009 - nº. 52


Nós Somos as Pedras Vivas do Templo do Senhor!

Quando a palavra “Igreja” vem à mente do comum das pessoas, em que é que pensam, provavelmente? Um lugar, ou espaço físico onde, em determinados dias e horas, grupos de pessoas se reúnem para orar, estar com Deus, ou prestar culto. Por isso, quando ouvimos afirmações como: “Que igreja bonita” ou “a Igreja faz parte da minha vida” podemos estar a dizer uma grande verdade, mas porventura não tanto espiritual como possa parecer. De facto, ainda que se entenda o que estas frases, ou ‘ideia de ser Igreja”, querem dizer, a atitude de fundo, modo de ser Igreja, tem alcance e implicações mais profundas. Será que a Igreja cristã e católica (aberta a todos os que querem ser discípulos de Jesus) se reduz a uma obra de arte, a um templo bonito e belo, ou ainda ao talento do artista que a concebeu?
Vejamos como o próprio Jesus e o seu grande discípulo Paulo (estamos a viver o Ano Paulino…) entenderam o que significa ser templo/Igreja:
Numa controvérsia acesa entre Jesus e os judeus, sobre a autoridade de Jesus em relação ao templo, Jesus reage: “destruí este templo, e em três dias eu o levantarei” (Jo, 2, 18-19). Os judeus não perceberam, porque, para eles, o templo estava confinado àquela realidade material, por isso, os interlocutores de Jesus fizeram referência aos 46 anos que tinha durado a construção do templo de Jerusalém. Curiosamente, os próprios discípulos de Jesus também não perceberam a sua linguagem, a não ser depois da sua ressurreição: “Depois de ter ressuscitado, os discípulos lembraram-se destas palavras e compreenderam que a frase que ele tinha citado das Escrituras dizia respeito a si próprio (Jo. 2, 21-22). Porém, a ilusão imediata e capaz de atrair, iludir o olhar, não fica por aí. Num dado momento, Jesus caminhava com os seus discípulos, e, ao sair do templo, um deles disse-Lhe: «Repara, Mestre, que pedras e que construções (belas, entenda-se); ao que Jesus responde: “Não ficará pedra sobre pedra que não seja demolida” (Mc 13, 1-2).
S. Paulo, nas suas exortações à comunidade de Corinto, faz referência à natureza do templo verdadeiro: “Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá. Pois o templo de Deus é santo, e esse templo sois vós” (1ª Cor 3, 17). Paulo objectiviza ainda mais o que entende ser o verdadeiro templo, ao afirmar: “Não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, porque o recebestes de Deus, e que vós já não vos pertenceis? (1ª Cor 6, 19).
Postas estas referências bíblicas, o que é que importa reter para a nossa vida como comunidade cristã? O verdadeiro templo é cada pessoa baptizada que se reúne à volta do altar, em cada domingo, para comungar Jesus, ser comunidade e se deixar evangelicamente “consumir” pelos outros. Este é o verdadeiro templo. E porque cada pessoa, pedra viva da comunidade, é o verdadeiro templo, é natural que os “templos” onde a comunidade se encontra sejam sinal do templo que é cada um dos baptizados. Isto é: quanto mais vivas forem as pessoas que habitam o templo, este mais vivo será também, não como fachada, mas como expressão interior, profunda. Isto é: o templo reflecte o modo de ser dos seus frequentadores. O que desejamos é que a nossa Casa de Deus, o templo onde habitualmente nos encontramos, seja digno, simples, arejado.
Este tem sido um dos maiores empenhos da nossa comunidade nos últimos anos. Mas assumindo sempre que a verdadeira casa de Jesus começa em cada um dos que nela habitam. Aliás, sem a presença de cada um de nós, a casa de Jesus ficaria vazia, e, estando vazia, reduzir-se-ia a um monumento de pedras sem vida. Se as pedras vivas do templo de Deus são cada um de nós, a vida que damos às pedras onde nos encontramos, só pode ser o reflexo daquilo que, pela graça de Deus, desejamos e procuramos ser.

P. Francisco Rodrigues, s.j.

Um Sonho Realizado


No início deste mês, no passado dia 7 de Março de 2009,o inesperado aconteceu. Após vários anos de luta, expectativas, desejos, o SONHO da comunidade de S. Pedro realizou-se. Finalmente vimos a ala sul da igreja renovada e melhor aproveitada.

Na primeira fase, realizou-se um estudo das potencialidades da área, depois o projecto de arquitectura com todos os pormenores, aproveitando cada canto. A abordagem positiva e optimista do sr. arquitecto José Tavares; o empenho da Fábrica da Igreja, e a opção preferencial pelo optimismo e confiança em toda a comunidade, da parte do pároco, padre Francisco Rodrigues, foram excelentes. Na segunda fase, não menos importante mas mais desgastante, as obras que se iniciaram em Setembro, e terminaram nos fins de Fevereiro. Por fim, a terceira fase, o fim da obra, a decoração, pôr tudo a brilhar; trabalho que chegou para todos, sem se descuidar um único pormenor.

As novas estruturas contam com uma sala grande de conferências, sala mortuária e cinco novas salas para actividades apostólicas. No fim de tudo isto, o que é que nos pode esperar? Uma festa…

No dia 7 realizou-se a festa de inauguração e bênção das novas instalações. A Eucaristia e a bênção foram presididas pelo Sr. Bispo, D. Manuel Felício e contaram com a presença de vários concelebrantes: o Padre Superior da comunidade, padre José Augusto de Sousa, o Pároco, padre Francisco Rodrigues; os padres Manuel Morujão, Rafael Mourão e Massimo Pampaloni.

A comunidade participou em cheio, inclusive os escuteiros do Agrupamento 20, que fizeram questão de participar na festa de um modo especial, fazendo também uma festa, a das Promessas. Foi uma eucaristia dos nossos sonhos: porque viva e participada.

Mas os sonhos ainda continuam… é necessário que a comunidade entenda que todos nós temos responsabilidades para que as mudanças se possam realizar. Não só desejar e admirar; mas entrar, fazer parte, comprometer.

As mudanças podem preparar o meu coração, o teu coração para coisas maiores e cada dia posso escolher e acrescentar algo de bom para que isso aconteça. Basta um gesto simples e bonito, que nunca é indiferente, desde que seja sempre feito com o coração. Com esse gesto transformo o mundo e deixo-me ser transformado. Mudo por dentro e faço mudar por fora.

Depois deste sonho realizado, desafio todos e cada um a fazer parte dele, porque as obras estão feitas, mas há muito mais por concretizar.
Maria Falcão



O Padre Massimo está entre nós!

Já sabíamos, pelo blog da comunidade paroquial, que o P. Massimo Pampaloni é um jesuíta italiano a trabalhar em Roma e no Brasil, em Belo Horizonte. Também sabemos que a sua missão de sacerdote é o ensino de Teologia, na Universidade. Mas está connosco, porque está a fazer a chamada Terceira Provação, última etapa da formação jesuíta, e esta prevê uma experiência pastoral onde faça algo que, com toda a probabilidade, não será o seu trabalho futuro.
Começou por concelebrar com outros sacerdotes nas Eucaristias, para, logo a seguir, presidir às celebrações, fazer serviço de confissões, tomar parte nos Encontros dos diversos grupos e conviver, muito simplesmente, connosco, sempre interessado em receber informações e sempre disponível para as dar.
Está, então, entre nós, o simpático, extrovertido e amigo P. Massimo.
Abordámo-lo com uma pergunta um pouco provocadora.

Sílvia Ferreira - P. Massimo, não gostaria de alterar a sua missão, abandonar a docência universitária e ficar numa paróquia onde há tanto e tão diversificado trabalho pastoral?
Com um sorriso, o P. Massimo respondeu:

Padre Massimo Pampaloni - Sabe, é preciso fazer o que mandam os superiores. Se cada um seguisse o seu gosto, seria muito complicado. Tenho colaborado com o responsável da capelania da Universidade Estatal de Roma, o meu público-alvo têm sido os jovens, na direcção espiritual. É um público-alvo específico onde se corre o risco de "estagnar" num determinado nível intelectual. Numa paróquia, o público-alvo é realmente muito diversificado: abrange crianças da catequese, adolescentes, jovens, adultos, idosos… É necessária uma adaptação constante, mudanças de registo na forma de conviver e de trabalhar. É uma experiência única, enriquecedora, tão forte que me tem mostrado o que é verdadeiramente ser padre: ser forte para encarar e ajudar a resolver problemas, estar sempre disponível, ter uma resistência de ferro, tantas outras coisas… fascinante. Mas a minha missão é o ensino de Teologia.

SF - Uma vez que não vai ficar entre nós para sempre, para onde vai quando nos deixar?

PMP - Irei um mês e meio de novo para a Irlanda fazer mais um estudo sobre os textos que estão na génese da Companhia de Jesus. A seguir, mais uma semana de Exercícios Espirituais. Em Maio, regresso a Roma. A Terceira Provação termina no dia 26 de Maio. Em Julho, regresso ao Brasil. O Padre Geral decidirá a data dos meus últimos votos. . . E serei então um Jesuíta completo.

SF- Um Jesuíta completo depois de vinte anos de vida religiosa e de ser padre há seis...
Uma última pergunta: - Vindo de Roma e de Belo Horizonte, não achou a Covilhã muito fria, em todos os sentidos?

PMP - Em primeiro lugar, vim da Irlanda, de Dublin, onde estive a fazer um ano de formação, um ''último ano de noviciado", e Dublin tem um clima mais rigoroso que a Covilhã. E depois, tenho tido tanto calor humano, a todos os níveis, que não acho que a Covilhã seja fria, bem pelo contrário: a paróquia "esquentou-me" o coração.
Despedimo-nos do Padre Massimo Pampaloni já com algumas saudades, as saudades de quando nos deixar, em Abril.
Felicidades, Padre Massimo!
Sílvia Ferreira


Nos dias 27, 28 e 29 de Janeiro de 2009 tivemos Maria, tão perto de nós…


Rezar a Maria, é rezar os momentos da nossa vida em que Ela está presente, é também rezar o vazio de nós e da vida de onde Ela está ausente.
Rezar a Maria, é rezar a nossa fé de irmãos e de filhos desta Mulher, simples e humilde, cujo coração palpita e se consome por nós.
Rezar a Maria, é manifestar a nossa necessidade de a sentirmos ao nosso lado e de nos sentirmos crentes e comprometidos com Deus. Deus a quem Maria disse sim porque amou, um sim em favor dos homens a quem Deus ama.
E foi assim, neste modo de rezar a nossa vida, de rezar Maria e de rezar a Maria, que a comunidade paroquial de S. Pedro acolheu, ao final da tarde de 27 de Janeiro, a imagem da Virgem peregrina que chegou até nós, com a sua mensagem de paz.
A rotina foi quebrada e a vinda da imagem ajudou a incentivar a esperança e a fé dos muitos fiéis que tão bem a souberam receber. Para muitos foi a oportunidade de a ver ali tão perto… e, para uns poucos, a bênção de a rever… há mais de cinquenta anos que a Covilhã não recebia a Sua visita!
Ao sair do carro que a transportava, recebeu uma magnífica chuva de pétalas de rosa. A igreja de S. Tiago estava vibrante de alegria aguardando a sua, tão ansiada, chegada. Ao som do coro, que entoava cânticos maravilhosos, sentimo-nos plenos de uma alegria esfuziante e, em todos os rostos, era visível o encantamento. Ao ser colocada junto do altar resplandecia, na Sua humildade majestosa, suave, doce e fraterna.
“Pedimos-te, oh Virgem tão pura, que ilumines cada vez mais a nossa vida”
Após o acolhimento, seguiram-se as orações de Vésperas, cantadas. Um pouco mais tarde, tivemos o privilégio de participar numa lindíssima e solene Eucaristia, celebrada pelo P. Francisco Rodrigues, sj.
Foi uma noite de festa, em que a Virgem de Fátima pôde contar com a companhia, não apenas de vários grupos de pessoas, pertencentes aos diferentes movimentos da nossa comunidade paroquial, mas também com a presença de muitas pessoas que não quiseram deixar de a acompanhar.
Durante o dia seguinte, foram celebradas as habituais eucaristias feriais, rezaram-se laudes, foram feitas recitações do rosário e também várias orações a Maria. Podemos dizer que a Virgem peregrina contou sempre com o apoio de todos aqueles que quiseram receber as Suas graças divinas mesmo “ali ao lado”!
Foi uma ‘directa com Deus’, com Jesus presente e Sua Mãe, lado a lado.
“Pedimos-te, oh Virgem tão pura, que ilumines cada vez mais a nossa vida”
Ao final do dia 28, Nossa Senhora Peregrina seguiu, debaixo de uma chuva miudinha e insistente, iluminada por uma procissão de velas, para a igreja de S. João de Malta, onde se rezaram as vésperas e recitaram algumas orações marianas.
O dia amanheceu um pouco cinzento, talvez partilhando a nossa tristeza por a partida estar próxima! Apesar de se sentir a saudade do adeus, mas muito gratos pela Sua presença entre nós, despedimo-nos com o coração transbordante de alegria com a celebração de uma Eucaristia presidida pelo P. Henrique Rios dos Santos, sj e concelebrada pelo P. Francisco Rodrigues, sj.
Foi um privilégio ver e ter, tão perto, a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima. Foi uma honra recebê-la e ter a oportunidade de Lhe pedir a Sua bênção. Foi muito bom saber que, enquanto esteve na nossa comunidade paroquial, houve sempre alguém a acompanhar Maria, a Virgem cheia de Graça!
“Pedimos-te, oh Virgem tão pura, que ilumines cada vez mais a nossa vida”

Quero ser como tu, Maria
Procuro o sentido que quero dar à minha vida,
Mãe querida!
Quero ser como tu, Maria
Quero seguir contigo, sempre a meu lado
Alinhar a minha vontade com a tua, Mãe querida,
É esta a minha verdade!
Quero ser como tu, Maria
Quero saber dizer sim à vida,
Semear a paz, acolher o amor,
Viver em simplicidade como tu, Mãe querida
É este o meu desejo!
Quero ser como tu, Maria. Ámen.


Sandra Soares

QUARESMA

Durante o primeiro século, os cristãos celebravam só o domingo como Dia do Senhor. Em pleno século II, quiseram realçar a celebração pascal que passou então a ser considerada a primeira festa dos cristãos.
E como não deve haver festa sem programação, anos depois passaram a preparar a Festa da Páscoa com a prática de jejum.
Pelo século IV, já se preparava a festa da Páscoa com uma caminhada estruturada nos moldes como o fazemos hoje, mas então também com o chamado “catecumenato” de preparação para o Baptismo. Este só se realizava uma vez por ano, na Vigília Pascal. Por isso, ainda hoje, as leituras quaresmais, ao referirem, nomeadamente, a água e a luz, lembram a preparação para o Baptismo.
Também sempre se viveu a Quaresma como tempo especial para renúncia e penitência dos pecadores que, na Quinta-Feira Santa se reconciliavam com Deus e com a Igreja, durante a Missa celebrada pelo Bispo.
A Quaresma, como o seu nome indica, compreende quarenta dias. Trata-se de um número de dias simbólico, durante os quais se prepara um grande acontecimento, de valor primordial para os cristãos. São os quarenta dias durante os quais Jesus se retirou para o deserto, em jejum e oração, preparando-se para a Sua vida pública. Também o Antigo Testamento está cheio de referências a períodos de quarenta dias. São os quarenta dias do dilúvio, os quarenta dias de Moisés no monte Sinai, os quarenta dias de caminhada de Elias.
Durante a Quaresma, a Igreja incentiva os seus fiéis a viverem de um modo mais austero, como lembram os paramentos roxos e a ausência de flores nos altares. A Igreja recomenda maior insistência na oração, uma preparação pela penitência e pelo sacrifício para o grande momento da Ressurreição.
A Igreja recorda-nos que esse sentido de austeridade e penitência se deverá traduzir em jejum, não só de comida e bebida, mas devemos captar o sentido do jejum, e traduzi-lo na vida concreta. Por exemplo, abstermo-nos de tabaco, cafés, moda, perfumes, televisão e, sobretudo, em jejuar do pecado e do desamor ao próximo. Para quê? Para exercitar a liberdade e amor para com Jesus, e nos tornarmos mais generosos e solidários em Igreja e com os que mais necessitam. Neste sentido, somos estimulados a dar mais realce à Eucaristia, à oração em geral e à meditação da Palavra de Deus. Mentalizemo-nos que devemos, sobretudo neste período, praticar uma caridade mais intensa, à custa de poupança de gastos tantas vezes inúteis que nos levarão a partilhar mais abundantemente com os mais necessitados. Há tantos, hoje mais do que nunca, que não têm com que atender às suas necessidades básicas e às dos seus filhos! Cristo prometeu pagar-nos a cem por um e a aceitar-nos no reino dos céus.
Continuação de Uma santa Quaresma para todos.
António Neves da Gama


Visita Canónica do Sr. Bispo, D. Manuel Felício
Comunidade Paroquial de S. Pedro


O nosso Bispo, D. Manuel Felício, vai fazer a visita canónica à nossa comunidade paroquial nos dias 27 e 31 de Março e 1 e 5 de Abril. O programa está afixado nos placards junto à porta da nossa Igreja. Publicamos o programa mais detalhado sublinhando dois momentos especiais e dirigido aos Movimentos e a todas as pessoas que quiserem participar:
Dias 27 e 31 de Março, 1 e 5 de Abril de 2009

Dia 27 de Março
17:30 – Encontro com os Srs. presidentes de junta de freguesia (Conceição, S. Pedro, Santa Maria e S. Martinho) e os párocos respectivos

Dia 31 de Março
10:00 - Reunião com o pároco, Superior da comunidade e comunidade jesuíta
Contacto com as estruturas e funcionamento da comunidade paroquial
11:00 – Celebração da Eucaristia em S. Tiago
12:30 – Almoço na comunidade jesuíta
15:30 - Visita à Casa do Menino Jesus
17:00 – Programa autónomo na Santa Casa da Misericórdia.
18:30 – Visita ao Conservatório-Orfeão
20:00 - Jantar – comunidade jesuíta – S. Tiago
21:30 – Sacramento da Reconciliação - Igreja de S. Tiago

Dia 1 de Abril
11:00 - Visita ao Colégio das Irmãs Doroteias
12:30 - Almoço na comunidade Jesuíta – S. Tiago
15:30 – Contacto com a comunidade paroquial, estruturas, organização, funcionamento
- Disponibilidade para encontros pessoais com responsáveis dos Movimentos ligados
à comunidade paroquial
18:00 – Reunião com Fábrica da Igreja
19:00 – Eucaristia com todos os Movimentos ligados à comunidade paroquial
- Jantar partilhado e convívio nas instalações da comunidade paroquial

Domingo, dia 5 de Abril
18:00 – Eucaristia de encerramento da visita canónica

Francisco Rodrigues, s.j.
Covilhã, 16 de Março de 2009




Concerto com o Padre José Luís Borga.




No dia 16 de Maio, pelas 16:00, a nossa comunidade vai estar, mais uma vez, em festa. Está a ser organizado no Teatro-Cine, um concerto com o Padre José Luís Borga. Este concerto é mais uma iniciativa da nossa Comunidade Paroquial no sentido de obter receitas para ajudar ao pagamento dos compromissos assumidos com as obras de remodelação do antigo salão paroquial.
Conhecendo o talento do artista, Padre José Luís Borga, naturalmente que iremos viver uma animada tarde de sábado.
O preço de entrada é de 12,00 €. No entanto as pessoas que adquirirem antecipadamente o seu bilhete terão um desconto de 2,00 €, ou seja, pagarão 10,00 €. Os bilhetes já se encontram à venda na secretaria da nossa comunidade paroquial.
José António Fazenda

OBRIGADA P. AMADEU PINTO

Na quarta-feira, dia 18 de Março, faleceu em Lisboa, o Padre Amadeu Pinto, sj. O Padre Amadeu, presentemente, era o director do colégio de S. João de Brito. Sempre nutriu grande carinho pela Covilhã, onde tinha e tem, muitos amigos. Viveu na Covilhã 2 anos, na ‘capelinha’ como magisteriante (estágio que os estudantes jesuítas costumam fazer entre os estudos de filosofia e teologia). Todos os anos, o Padre Amadeu costumava participar na Ceia de Natal da nossa comunidade paroquial.
Padre Amadeu: sentimos o afecto que tinha por todos nós. Obrigado pela sua carta, em Dezembro último. O amor grita e irradia eternidade. Quem ama não morre. Fale de nós a Deus, nós recordamo-lo na nossa oração.

Comunidade Paroquial de S. Pedro



dezembro 29, 2008

Dezembro 2008 - Nº 51

Jesus, o Presente dos presentes

Há dias, enquanto repassava o olhar pela TV, estava a ser transmitido um programa sobre a iniciativa de um grupo de católicos que queria viver o Natal de um modo interpelativo, isto é, fizeram um número incontável de presépios a fim de os proporcionarem a quem anda esquecido do verdadeiro sentido do Natal.
Num dos últimos sábados, estando eu a conversar com uma criança da catequese, percebi que estava um pouco ansiosa. Quis saber o motivo; sabe porquê, Sr. padre, disse, estou à espera dos meus pais, vão levar-me para a "Disney-pelourinho". O ano passado também fui e foi muito giro.
Em conversas ocasionais sobre as ceias de Natal que nesta quadra proliferam em muitas instituições, grupos e associações, alguém me dizia: o bacalhau está muito caro, mas a ceia de Natal sem bacalhau, nem é ceia nem mesmo Natal.
Depois de expostos estes três episódios, não esperem que eu diga que os presépios não são importantes, que o carrossel do Pelourinho não faz a criança feliz, ou que o bacalhau não pode ser "fiel amigo" entre amigos e familiares numa noite de afecto sentido à flor da pele. Tudo isto tem a sua importância, e não só: os cartões de Natal, os e-mails com attaches musicais, os SMS's, os presentes, as luzes, a música, o encontro familiar, a missa do galo, tudo pode ter o justo lugar na quadra natalícia. De facto, não reconhecer o lugar próprio de cada manifestação religiosa e humana, seria como tentar celebrar o Natal desencarnado de uma determinada cultura ou tradições. Se assim fosse, entrar-se-ia em contradição com a criatividade de Deus que em Jesus se faz cada um de nós, em tudo, excepto no que desumaniza. O cerne da questão não está em destruir o que não é objectivamente espírito natalício. O ponto central está em purificar tudo o que afasta do espírito natalício. Mas, discernir o que nos leva ao presépio de Jesus e o que dele nos afasta, não é tarefa fácil. O mais fácil seria: ou entrar num espiritualismo ao ponto de deixar escapar o rosto humano de Deus no Menino de Belém, ou cair num Natal materialista ao ponto de até os presentes perderem o seu significado humano e divino. Entre os extremos expostos, encontramos Jesus na manjedoura, rodeado de pessoas que na simplicidade de Maria, José, e outros amigos, descobrem o valor da autenticidade de cada gesto, e presenças feitas Presente. É através desta experiência que partem de Jesus, pois tudo vem d'Ele e remete para Ele, uma vez que o valor de cada coisa, de cada presente, está em remeter para Ele. Só a partir desta perspectiva se pode apreciar ou reconhecer o valor dos presentes, uma vez que estes contêm o Presente dos presentes: a ternura de Deus no rosto de uma criança: Emanuel-Deus Connosco. Por isso, o significado e a validade dos presentes não depende dos prazos, nem mesmo do seu valor material, mas do seu significado simbólico: recordam, transmitem, traduzem a presença de Jesus nas nossas relações. Que neste Natal, tempo de luzinhas coloridas, elas não desfoquem a verdadeira Estrela e Iluminação do Natal, Jesus. Feliz Natal.
Francisco Rodrigues, s.j.



CEIA DE NATAL DA COMUNIDADE

No sábado, dia 13 de Dezembro, a partir das vinte horas, começou a encher-se o Barcarola com o calor humano dos paroquianos que vinham para o convívio que, em boa hora, o nosso Pároco Pe. Francisco Rodrigues convocou.
Claro que, muito antes disso, já alguns haviam iniciado o seu serviço em prol dos restantes. Havia que colocar mesas e cadeiras, elaborar textos escritos e, sobretudo preparar os últimos petiscos para a ceia. Sim, porque uma parte importante dos mesmos já na véspera se principiaram a confeccionar. As dulcíssimas sobremesas foram preparadas com antecedência. Só assim seria possível apresentar tais “lambarices” como, por exemplo, sonhos recheados com fios de ovos. E o bacalhau que houve que pôr de molho… E as batatas que não se apanham sem casca… E os talheres e pratos que há que limpar… E… E… E… tanto a fazer!
À hora prevista, os nossos Padres convidaram todos os presentes (seriam perto de sessenta… não contei) à oração. O frio… Esse só se fazia sentir na rua! Porque em cada olhar, em cada coração, havia o calor humano de quem se dispõe a viver momentos de fraternidade e alegria. Mesmo assim, iniciámos a ceia com uma sopa quentinha.
Depois, foi a delícia de um magnífico bacalhau cozido com batatas e couves. Sem faltar o azeite precioso, nem as bebidas ao gosto de cada um. Tudo servido com muito amor e animação. A ceia ainda foi abrilhantada com as esplêndidas sobremesas (doces muitos e frutas algumas) acompanhadas com o café de marca “Barcarola”.
Mas estávamos ainda longe do fim do convívio e da animação.
Entre algumas canções e poesias (estas expressamente criadas para o efeito) foram galardoados alguns paroquianos que, mercê do seu serviço aos outros e do seu exemplo de vida, mereceram tal honra... Pena que o parco orçamento não deu para condecorar todos. Tanto mais que as obras que se desenvolvem na Igreja e que nos são tão necessárias esgotam as verbas.
Mas o nosso Pároco fez questão de entregar diplomas aos mais destacados… e lembranças a todos. É uma espécie de “multiplicação das verbas”…
Já era Domingo, quando, com muita pena nossa, começámos a arrumação das mesas, das cadeiras, das louças, etc. Havia que colocar tudo de novo em ordem para a vida normal da Paróquia e da comunidade, e dar graças a Deus pela oportunidade que nos oferece para horas de tão animado e são convívio. Em agradecimento, preparemos o Advento para O recebermos no Natal que se aproxima o melhor possível. Ele bem Merece!

Neves da Gama

ESCUTISMO EM FESTA...


E a festa aconteceu mesmo... no fim-de-semana de 6 e 7 de Dezembro de 2008. Foi organizada pelo Núcleo da Covilhã da F.N.A. (Fraternidade de Nuno Álvares Associação dos Antigos Elementos filiados no CNE) e contou com a presença dos Núcleos da F.N.A: de Mangualde, de Sintra, e de alguns Órgãos representativos da Direcção Nacional (José Ribeiro - Sec. Relações Internacionais) e da Direcção Regional de Lisboa (Céu Raposo - Covilhanense radicada em Lisboa e Secretária da Direcção Regional), do Agrupamento 20 do CNE da Covilhã, do Chefe Regional do CNE da Região da Guarda, para além de ilustres cidadãos, alguns representando colectividades da Região, assim como Órgãos Públicos, Câmara Municipal da Covilhã, as Juntas de Freguesia (S. Pedro e Nª. Sr.ª da Conceição) que se dignaram assistir e participar nas Comemorações do 29º aniversário da Fundação do Núcleo da Covilhã da Fraternidade de Nuno Álvares.
O programa das comemorações teve início no sábado dia 06/12/2008, pelas 18:00 com a Inauguração de uma exposição, nas instalações do Teatro Cine da Covilhã, com o tema "TRIBUTO A BEATO NUNO" Patrono da nossa Associação.
Pelas 21:30 realizou-se um colóquio sob o tema "CNE / FNA – OS LAÇOS QUE NOS UNEM". Domingo, dia, 07, às 10:00, procedeu-se à recepção dos Núcleos e convidados no Teatro - Cine, realizando-se de seguida, por volta das 10:30, uma romagem ao cemitério, em memória de todos os Antigos Escuteiros, que já partiram para o eterno Acampamento.
Às 11: 30 na Igreja de S. Tiago, durante a Santa Missa, tivemos a Renovação de Promessas, onde teve especial destaque a "Investidura de um novo Irmão escuta". Pelas 13:00, como a fome já apertava, tivemos um almoço de confraternização, que decorreu com muita animação, à boa maneira Escutista, e cerca das 17:30 foi o partir do bolo pelo (irmão Escuta - Mário Sena, resistente da fundação do Grupo 19, no ano de 1925) e com muita alegria se cantaram os parabéns por mais um aniversário. Apraz-nos registar que, apesar do mau tempo que se fez sentir nesse fim-de-semana, os Escutas não se coibiram de comparecer e levaram a preceito, sem qualquer atraso, o programa inicialmente estabelecido.
Não podemos deixar de dar uma palavra de apreço a todos quantos colaboraram nesta actividade e não podemos deixar de agradecer, com especial destaque, aos elementos responsáveis do Barcarola da Igreja de S. Tiago, assim como a toda a comunidade paroquial de S. Pedro, ao sacerdote e assistente do nosso Núcleo, Sr. Padre Francisco Rodrigues, pela ajuda e colaboração.
Dos elementos da Fraternidade Nuno Álvares, a todos muito obrigado, com um abraço escuta e, SEMPRE ALERTA PARA SERVIR, lema da nossa Associação. Até sempre. FNA. - FRATERNIDADE NUNO ÁLVARES
Jorge Carapito


Foi no dia 12 que a CVX Beira Interior se reuniu para Celebrar o Natal. A Eucaristia foi presidida pelo P. Henrique Rios, s.j. e concelebrada pelos P. Francisco Rodrigues e P. Sousa. Momentos fortes desta Eucaristia foram a leitura de alguns extractos do livro da Congregação Geral 35ª. no que refere à ligação CVX - Jesuítas e um Ofertório onde os “Cvxistas” mais pequenitos, à imitação dos pastores de Belém, ofereceram a Jesus alguns bens materiais para os mais necessitados da nossa Comunidade Paroquial. Seguiu-se um jantar e convívio, marcados pela partilha (de bens materiais e espirituais) e pela alegria do reencontro dos grupos da Covilhã e Castelo Branco, que fizeram festa e, à semelhança dos primeiros cristãos, cantaram cânticos de louvor ao Menino Jesus. Houve também poesia musicada sobre temas da vivência CVX e um power point em forma de noticiário, apresentado com tanta imaginação que pôs toda a gente a rir à gargalhada ao reverem-se nos acontecimentos apresentados.
Natal é (também) ser comunidade, e ser comunidade de vida cristã (CVX) ajuda-nos a viver o Natal em cada dia da nossa vida, procurando ser um pequeno sinal a apontar para a “Estrela”
Alice Matos

"OS NÓS E OS LAÇOS"

No mês da morte de Alçada Baptista, permito-me roubar o título de um dos seus livros para falar… de bordados, de rendas e de costura… para falar de um grupo de mulheres que tudo isso foram fazendo ao longo do ano, nas tardes de quinta-feira, numa das salas da nossa Comunidade Paroquial - O Barcarola. Trabalhando, quiseram ajudar nas obras e nas despesas da Paróquia. (Grandes despesas, em obras urgentes, a que a coragem e a ousadia dos nossos Padres meteram ombros). Para elas, no fim do trabalho, houve a satisfação de apresentar um pequeno contributo. E tivemos também a alegria de poder falar de convívio, de amizade, dos nós e dos laços que se foram formando e apertando entre as pessoas que às quintas-feiras se encontravam: para trabalhar, para conversar, para rezar… e também, às vezes, em dias de aniversário ou outras comemorações, para tomar chá e conviver de outro modo.
Termino com um agradecimento a todos aqueles que generosamente colaboraram nos nossos trabalhos, comprando os produtos que expusemos. Muito Obrigada!

M Sílvia Ferreira


Missão, chamamento, solidariedade, amor e a descida do Espírito Santo em cada membro da Igreja.
Na Paróquia de São Pedro, a catequese dos mais novos é vivida de uma maneira muito especial. Ela nasce no coração de cada catequista, moldado ao longo da sua vida pela Palavra e pelos Sacramentos. Dom de Deus, para que vivamos permanentemente o Baptismo, Sacramento de Fé, Esperança e Caridade.
O Pároco, Padre Francisco Rodrigues, é o tronco do entusiasmo suportado pela raiz da compreensão e pelo sorriso afável de alguém que a todos acolhe com tanta disponibilidade.
A preparação dos encontros de catequese exige uma busca contínua de actualização que se consegue pelo esvaziamento pessoal e abertura à nova linguagem, atitude, meios de comunicação e adequadas instalações. Amor de Deus para connosco, que nos dá o entusiasmo e a alegria da transmissão do “Caminho, da Verdade e da Vida”. Assim nascem as folhas, as flores e os frutos de uma comunhão completada pelos Pais, Avós e todos os membros da comunidade, na Eucaristia.
Saímos todas as semanas mais enriquecidos e fortalecidos para o renascimento da graça que nunca atinge a sua plenitude.
Temos vindo a viver o Advento, tempo de reflexão e de purificação. No 2º volume de catequese, os temas abordados reflectem esta linha: Amar, Respeitar, Obedecer, Verdade e “Maria – Mãe de Jesus”. A ideia das fitas, proposta pelo grupo responsável da catequese, entusiasmou as crianças, e os propósitos para a semana identificaram-se com as respectivas cores. Fita azul escura – obedecer: se não obedecemos o nosso coração fica triste, escuro. Fita vermelha – dizer a verdade, pois se mentimos ficamos vermelhos no rosto. Fita verde – SIM: Imitemos Maria e fiquemos com este compromisso durante todas as férias de Natal. Assim, vão decorrendo os nossos encontros de catequese, com crianças atentas e interessadas, dedos no ar para responderem, desenhos expressivos, cânticos e elogios personalizados, oração espontânea e sugestões de propósitos de vida para a semana. A nós, catequistas, cabe-nos aproveitar tudo o que estas crianças dizem para integrarmos na sessão e vamo-las incentivando com “surpresas”: CD e material didáctico alusivo ao tema de cada sessão, comemoração dos aniversários das datas de baptismo, com bolo de chocolate e postais alusivos, guloseimas e balões na última sessão deste trimestre, que correu tão bem. Que maravilha trabalhar com crianças. Quanto aprendemos com elas! Louvo-Vos, Senhor. pela grande oportunidade de ser catequista.
Maria Manuel Cruz (Catequista do 2º. Ano)


Numa Noite de Paz
Nasceu um Rei Pequenino
Traz Amor no coração
Um grande poder Divino

Não ambicionou riqueza
Nem cadeiras de Poder
Nasceu numa Manjedoira
Sem roupa para se aquecer…

Crescendo despercebido
Com outros da sua idade
Mas foi Ele que morreu
P’ra Salvar a Humanidade

Conceição Torrão

novembro 01, 2008

Novembro 2008 - Nº 50


Da Missa para a Missão

Por vezes criamos uma distância desadequada entre a vivência da nossa fé, alicerçada na missa dominical, e a prática religiosa inserida no nosso quotidiano. Habituamo-nos a fazê-lo, não em teoria, mas na prática; isto é, não necessariamente por vontade deliberada, mas por circunstâncias várias. Constatamos que, não raramente, assim vivemos, arranjamos justificações para tudo e para o contrário de tudo, mas no íntimo de nós mesmos, não conseguimos calar o ‘sensor’ que assinala qualquer segredo no ‘pensamento do coração’: nem todas as boas justificações se baseiam em boas razões. Divorciar a vida de fé, da vida da praça pública, dos debates de ideias, do lazer, do trabalho, da família: não é bom, não ‘nos’ faz bem, não se recomenda, porque nos divide, fragmenta, e enche de um vazio gerador de fachadas plásticas!



No livro de Génesis, (relato da criação) está muito presente a ideia de que toda a criação é No No livro de Génesis, (relato da criação) está muito presente a ideia de que toda a criação é boa em si mesma: ‘Deus viu que tudo era bom’ (Gênesis 1,31)! Se tudo é bom, de onde vem o mal que tantas vezes experimentamos, testemunhamos e sabemos existir? Será que as coisas que Deus criou e continua a criar com tanta ternura, deixaram de ser boas? Em que medida? Porquê?

Nos tempos ‘mais recentes’ Jesus colocou-se nas ‘fileiras da migração’ e levou de tal modo a sério a sua presença entre nós, que muitos dos seus conterrâneos nem se aperceberam d’ Ele. É impressionante a relação que Jesus cultivou e manteve com o Pai, com os seus conterrâneos e com as coisas. Não consta que Jesus tenha chamado ‘mau’ àquilo que o Pai fazia, e faz com tanto afecto, mesmo através do nosso trabalho. Jesus teve uma relação muito bonita e saudável com as coisas, o meio envolvente, os outros e o Abbá, Paizinho. A que se deveu este equilíbrio? Qual teria sido o segredo?

Gostaria de sublinhar um único ponto do segredo de Jesus e deixar o desafio a tirarmos partido para o ano pastoral que agora se inicia: Jesus dedicava momentos de total encontro com o Pai, e eram tão fortes esses encontros que permaneciam ao longo do ‘dia, da semana, do mês, do ano’, não só com Ele, mas também com os outros e com a natureza. A intimidade que Jesus estabelecia com o Pai, não foi a prazo, nem a horas, nem vivida em compartimentos estanques, mas em verdade, unidade e coerência de vida. Jesus não ‘brincou em serviço’, e nós, tantas são as vezes que tudo facilitamos! Como resultado, verificamos que as coisas não funcionam e achamos que a culpa é de Deus!

O termo Evangelho significa ‘Boa Nova/Boa Notícia’. O Novo Testamento apresenta-nos quatro evangelhos, quatro perspectivas, quatro experiências de relação com Jesus. Quatro perspectivas que não prescindem das diferenças de cada um dos evangelhos, mas, antes, é no confronto de cada um que eles se complementam e descobrem a sua unidade.

Tenho por mim que há ainda uma quinta perspectiva que falta no puzzle: a minha, ou a tua, ou a de alguém, a quem eu ainda não fui ao encontro!
Como será que a vamos conseguir, esta quinta perspectiva ao longo deste ano? Três passos como proposta: 1º conhecer, a fundo, a pessoa de Jesus; 2º privilegiar o encontro com Ele, na oração e em eucaristia
comunitária-dominical; 3º não fazer cortes entre o Encontro com Ele e os meus encontros do dia-a-dia. Se eu, cada um de nós, cada membro da nossa comunidade, levar o Evangelho mais a sério, seremos uma comunidade muito mais saudável, mais animada (anima) e mais incorporada (relação). No dia em que cada um de nós souber dizer como S. Paulo “sei em quem pus a minha confiança’ (2Tm 1, 12), nesse mesmo instante, pela graça e pela nossa livre vontade, empenhar-nos-emos em fazer o melhor que sabemos e podemos, e então, teremos uma confiança de tal modo activa, que experimentaremos a paz de quem se sabe bem entregue.
Desejo que o ano que agora se inicia seja um ano de maior unidade comunitária. Sem ‘capelinhas que segregam’ e sem muros que separam. Que o nosso sentido de pertença a Deus nos faça sentir com a Igreja e em Igreja. Que a vivência da fé tenha expressão na sociedade e na comunidade; no mundo e na família; no trabalho e na partilha; nos tempos livros e no compromisso.
Padre Francisco Rodrigues,s.j.






Alguns extractos do texto lido pelos Catequizandos da Céu na eucaristia do Inicio do Ano



«Todos nós sabemos que sem catequese, Jesus seria esquecido, a Igreja seria triste, a humanidade sentir-se-ia sem ar. Sim, sem ar, porque Jesus é o ar que nos faz viver e sobreviver num reino de paz, amor e alegria.
Mas, para haver catequese, temos que ter catequistas...
E nós tivemos uma tão especial! A nossa querida Céu!
Graças a ela sabemos que as pessoas que nos ajudam, o fazem, com fé, com amor, em espírito de serviço, e em nome de Jesus. Sim, com ela aprendemos o valor da humildade, da justiça e da amizade. Aprendemos que o que é mais valioso não é o que temos nas nossas vidas, mas quem temos nas nossas vidas. Aprendemos o dom da partilha, da unidade e da sabedoria...
Querem saber o que a Céu ainda nos ensinou?
Ensinou-nos a ter consciência de quanto Jesus nos ama. Sim, ela dizia-nos sempre: "Jesus ama-nos acima de tudo, por isso, nós precisamos corresponder a este amor".»
… « Jesus levou-a para junto d' Ele… Mas sabemos que ela está num lugar lindo e cheio de paz e isso enche o nosso coração de alegria.
Nós não a perdemos, porque com ela também aprendemos que a morte não é perder, é ganhar. Perder a vida é quando Jesus morre dentro de nós.
E por isso, nós não vamos deixar morrer a semente que um dia alguém plantou nos nossos corações.
Para ti, Céu, aqui fica o nosso amor e o agradecimento pelo bem que fizeste nesta, ainda curta, mas tão bonita caminhada!»
Grupo de catequese 7º. ano


Inicio do Ano Catequ
ético 2008-09

No passado dia 1 de Outubro, pelas 21:00, reuniram-se os responsáveis da catequese: Padre Francisco Rodrigues, s.j., Alice Matos, (coordenadora da catequese) a equipa que preparou as actividades catequéticas do ano pastoral que agora inicia, juntamente com todos os catequistas. Assim, cerca de 40 catequistas estiveram presentes para perspectivar, e em espírito de equipa, viver em unidade e comunhão a caminhada que nos espera até Junho.
Houve momentos para reflectir, orar, apresentar e acolher os novos catequistas. Houve momentos para escutar, exortar, expressar o sentir de cada um. Houve momentos para tudo e ainda para tomar consciência de que são necessários estes momentos para nos sentirmos mais parte de um corpo.
A reunião foi precedida por um longo trabalho. Assim, no sentido de informatizar e ter uma base completa de dados, procedeu-se à inscrição obrigatória para todos os catequizandos a qual iniciou a 8 de Setembro e se prolongou até 8 de Outubro. Ao longo de 4 semanas, na secretaria procurou-se dar resposta com diligência e capacidade de trabalho, aos muitos encarregados de educação que afluíram para inscrever os seus educandos. Como consequência, viveram-se momentos de partilha e proximidade entre os responsáveis da catequese e os encarregados de educação. No total foram inscritos 294 catequizandos, dos quais 40 se registaram no primeiro volume; entre tantos outros que pediram a transferência para S. Tiago.
Foi eufórica, alegre e gratificante a recepção dos catequizandos no dia 8 de Outubro: muitas crianças, adolescentes e jovens; uns trazidos pelos pais ou avós; outros sozinhos, como 'gente grande', mas todos entusiasmados por recomeçar uma nova etapa nas suas vidas.
A catequese teve início pelas 17:30! O largo de S. Tiago estava cheio; crianças e adultos tentando localizar o seu nome nas listas que se encontravam nos paneis de entrada. Seguiu-se a Celebração da Eucaristia presidida pelo P. Henrique Rios. O mote da eucaristia foi de acolhimento para TODOS, mas também de compromisso e Envio.
Houve ainda um momento de oração/Acção de Graças pela catequista Céu Gonçalves que em Agosto último partiu para o Pai. A Céu deu catequese na nossa comunidade por mais de 20 anos; deixou-nos muitas saudades e um bonito exemplo de vida.
Temos muitas razões para dar graças ao Senhor, que nos permite tudo recomeçar com novos sonhos… novas esperanças mas também novos desafios! Os catequizandos que frequentam a catequese na nossa comunidade são muitos, e por vezes a comunidade quer fazer bem o que está a fazer, mas sente o limite da falta de condições, estruturas e meios. O Padre Francisco Rodrigues recorda-nos muitas vezes: "faltam-nos muitos meios, porque somos muitos, mas exactamente porque somos muitos, se quisermos, se nos juntarmos, e se nos comprometermos, nada de essencial nos há-de faltar, com o nosso esforço, e a graça de Deus". Provavelmente é tempo de não vermos como uma limitação o facto de sermos muitos, mas antes, como uma possibilidade de podermos crescer, envolver e trabalhar com mais dedicação e generosidade na vinha do Senhor.
Para as Irmãs Doroteias, Farmácia Soares e Foto Paris, em nome dos pais das crianças que acolhemos, muito obrigado por disponibilizarem as salas e meios necessários para os grupos respectivos se reunirem.
"São muitos/ somos muitos os que queremos conhecer melhor Jesus, PARA MAIS O AMAR E SEGUIR". (Cf. St.Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus)
A Equipa coordenadora

Dois Jovens Jesuitas Assassinados em Moscovo

Dois sacerdotes jesuítas, nossos irmãos, foram encontrados, esta quarta-feira, mortos “com evidentes sinais de violência”. O Pe. Víctor Betancourt, do Equador, que se encontrava a trabalhar no Instituto de Filosofia, Teologia e História “Santo Tomás, em Moscovo foi assassinado no passado Sábado, dia 25, durante a noite. Ao entrar na comunidade na Segunda-feira, dia 27, de tarde, regressando de uma viagem ao estrangeiro, o Pe. Otto Messmer, Superior da região russa, foi também assassinado no mesmo local.
O evangelho continua a dar que falar e viver. O mundo precisa de quem viva o evangelho com coragem, verdade, justiça e por amor. Os PP Victor e Otto no céu farão ainda muito mais e melhor porque o seu testemunho há-de inspirar todos os que buscam a Deus desejosos de verdade e autenticidade. O seu sangue há-de ser semente de esperança num grande país como a Rússia, tão carente de missionários para transmitirem a mensagem de Jesus. Que Jesus, que os chamou e amou, os receba no seu Reino “Vinde benditos de meu Pai…” ( Mat. 25, 34). Rezemos também pelos autores deste crime para que se abram à misericórdia de Deus.


Peregrinação anula da LEGIÃO DE MARIA a Fátima




No fim-de-semana 25 e 26 de Outubro, a Legião de Maria fez a peregrinação anual, como é habitual desde há muitos anos. A peregrinação foi vivida com muita fé, muita devoção, muita paz e muita alegria. No sábado, ao chegarmos a Fátima houve um encontro de legionários que teve lugar no Centro Pastoral Paulo VI, e onde se ouviram testemunhos de legionários de várias paróquias. Na mesma tarde, assistimos ainda a uma apresentação de slides sobre a vida da legionária Edel Quin. O encontro terminou com a celebração da eucaristia celebrada na Igreja da Santíssima Trindade pelas 18h.
Às 21:30 o grupo participou na oração do terço e procissão das velas. Nessa mesma noite, houve ainda uma vigília de oração na basílica.
No Domingo, dia 26, às 8:30 realizou-se a Via-Sacra no Santuário. Depois desta foi recitado o terço seguindo-se a procissão com a imagem de Nossa Senhora para o altar do Santuário onde foi celebrada missa. A eucaristia foi presidida pelo Sr. D. António Montes Moreira, Bispo de Bragança - Miranda, e nela concelebraram muitos sacerdotes entre os quais se encontrava o nosso Director Espiritual, Padre Francisco Rodrigues, (vindo de Coimbra dos votos dos Noviços, que a nós se juntou no Sábado à noite)
Conceição Serra (Pres. do presídio da Legião de Maria, Nª Sª de Fátima)




No passado dia 25 de Outubro os 'noviços' João de Brito, Miguel e Ricardo (juntamente com outros três noviços jesuítas companheiros do mesmo ano) fizeram os Votos Religiosos de Biénio na Companhia de Jesus. Alegramo-nos muito com este acontecimento por tantos motivos: porque eles são um dom para a Igreja através da Companhia de Jesus; porque os tivemos connosco durante quase um mês e meio, e, pela graça de Deus, cremos que eles serão bons sacerdotes de Cristo. Apesar de não merecermos, alegramo-nos em saber que Deus vai suscitando vocações na sua Igreja. Caros João, Ricardo e Missé: obrigado por não terdes 'calculado' a vossa doação a Deus, mas soubestes ser radicais na entrega e no serviço. Gostámos muito de vos ter connosco durante a vossa inserção apostólica. A vossa visita será sempre querida e apreciada por todos.
(A Equipa do Mar da Galileia)


O Mar da Galileia deseja a todosum bom ano pastoral.
Que as palavras poéticas da
D. Conceição Torrão a todos inspirem.

Rostos alegres
Forças redobradas
Alegria! Alegria!

Ó céu do meu país,
Onde as nuvens são luminosas
O sol a rir nos canteiros das rosas
Sol ardente sol feliz
Sol das romarias
Sol do mar e das searas
Das gentes sadias!

Sol:
Entra no coração
Daquele que não tem trabalho
Nem férias
Nem o pão de cada dia
E dissolve-lhe a nuvem da agonia…
Conceição Torrão